E, então, se dirigiu a
seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são
poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande mais trabalhadores para sua
seara.
Mt. 9.37 e 38
Um texto no mínimo intrigante, se
tratando do ponto de vista de um discípulo que se considerava como primícias e a
parte em atividade de todo ensinamento do Mestre. Quando de repente Jesus faz
uma declaração que “... poucos são os trabalhadores.”, que no mínimo causou
perturbação interna entre os discípulos. Em outra versão encontramos “... poucos
são os ceifeiros.”, qual foi à finalidade de tal afirmação? No início deste texto
percebemos que foi dirigida aos discípulos. Talvez por não termos total clareza
sobre o assunto, pois deixamos o entendimento da vida rural já faz tempo.
Quando trabalhamos na roça sabemos que acordaremos muito cedo, teremos um dia
duro de trabalho, tendo muito cuidado com o manuseio de suas ferramentas,
sempre se preocupando com a maneira de colher sem causar feridas no fruto, o
qual depreciara sua qualidade futura, depois de colhido, dará um tratamento especial
de transporte e armazenagem e depois de tudo isso, na próxima manhã, tudo deve
se repetir em um compromisso.
Quantas dificuldades... Mas, quem disse que seria
fácil?
Olhando nos dias de hoje, a seara é
enorme, porém quantos verdadeiramente são ceifeiros, quem realmente quer se
comprometer com tarefa tão árdua?
Abandonar o conforto e tempo livre?
Deixar a
sua própria vontade em segundo plano e obedecer ao Senhor da seara?
“Andar pela seara não te faz um
ceifeiro, falar sobre ela também não, chorar pela seara não faz a diferença,
cantar para ela também não, se considerar um discípulo não te faz um ceifeiro,
pois a única maneira de ser um ceifeiro desta seara é sendo um trabalhador.”
Pastor Nilton Reis
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